De há alguns anos para cá, o número de alunos que me pergunta "O que é o teorema fundamental do cálculo?" tem aumentado significativamente. Não sei se devido a excessivos powerpoints (Lamento, ler powerpoints, por mais bonitos que sejam, não é dar aulas, é perder tempo e fazer o público perder tempo...).
Mas também não ponho as mãos no fogo por toda a gente que me procura.
O teorema diz simplesmente que, num conjunto onde as coisas que constam da fórmula estão bem definidas (e fazem sentido), é válida a fórmula
ddx(x∫af(t)dt)=f(x)
Claro que se combinarmos isto com a regra de derivação da função composta, sai isto:
(ψ(x)∫φ(x)f(t)dt)′=f(ψ(x))ψ′(x)−f(φ(x))φ′(x)
Mas, dá para generalizar, e deduzir versões mais complicadas.
Por exemplo e se for este?
ddx(x∫af(x,t)dt)
Também se deduz.
Começamos por definir:
I(x,z)=x∫af(z,y)dy
Calcular
∂I∂x(x,z)=ddx(x∫af(z,y)dy)=f(z,x)
e
∂I∂z(x,z)=x∫a∂∂z(f(z,y))dy=x∫a∂∂x(f(z,y))∂x∂zdy=x∫a∂∂x(f(z,y))dy
E finalmente fazer
ddxx∫af(x,y)dy=ddxI(x,x)=∂I∂x+∂I∂z∂x∂x=f(x,x)+x∫a∂∂x(f(x,y))dy
Se percebeu este exemplo, espero que consiga chegar a este:
(ψ(x)∫φ(x)f(x,y)dy)′=f(x,ψ(x))ψ′(x)−f(x,φ(x))φ′(x)+ψ(x)∫φ(x)∂∂x(f(x,y))dy
Por hoje é tudo.
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