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25/12/2019

O seno de 18º

Esta ocorreu-me ao olhar para uma estrela de 5 pontas, neste Natal.
Há uns bons anos, partindo de "uma estrela regular de 5 pontas" (não vamos discutir a precisão matemática desta designação, ok?), ocorreu-me uma forma de deduzir o cosseno de 36. Está em https://cpaulof2.blogspot.com/2013/06/o-numero-de-ouro-parte-3-o-pentagrama-e.html.
Nesse post, eu mostrei que cos36=ϕ2
onde ϕ é o número de ouro ϕ=1+52
Ora, uma fórmula que acabo por utilizar sempre que me aparecem alunos a pedir explicações de cadeiras que envolvem cálculo integral é
sen2α=1cos(2α)2
(um dia destes anexo uns formulários de trigonometria e de séries ao blog...)
Com umas pequenas manipulações algébricas escreve-se sen218=1cos362=11+542=4158=358
Vou tentar transformar 358 no quadrado de um número positivo. 358=62516=525+116=5225+1244=(514)2
Conclusão: sen18=514
Feliz Natal
Podem ver uma demonstração alternativa, e que se pode apresentar a alunos do ensino secundário em: https://www.youtube.com/watch?v=_00oskWLtII.
Hoje em dia encontra-se de tudo no youtube... mas eu pertenço à velha escola: Prefiro pensar e fazer eu...
Curiosidade diabólica(26/12/2019) sen666=sen306=sen54=sen54=cos36=ϕ2

09/12/2019

Uma curiosidade sobre a constante de Euler-Mascheroni

Em explicações, às vezes aparecem-nos coisas que desconhecíamos, ou que não tínhamos notado até esse momento.
Há uns anos numa lista de exercícios de Probabilidades e Estatística de um aluno da professora Sandra Mendonça (Universidade da Madeira), apareceu, (como curiosidade) a igualdade
γ=Γ(1)

Onde γ é a constante de Euler-Mascheroni.
Fui à minha calculadora, e observei (numericamente) o resultado.
O que se passava é que a definição que eu conhecia de γ, não era aquela, portanto devia ser possível deduzir a partir da definição que eu tinha, ou de alguma das fórmulas que eu conhecia.
Fui à Wikipedia. Reencontrei a propriedade, mas nada de prova...
Pensei um pouco e consegui chegar à demonstração que deixo aqui hoje.

Vou começar por partilhar convosco um pequeno e antigo pdf meu, de 12 páginas sobre a função Gama (de Euler).

https://drive.google.com/open?id=1Pn2yjn4z0AoLbqozwJcyGfVcdr-p32b4

Nesse pdf, na página 10 recordo a "minha" definição da constante de Euler-Mascheroni :

γ=limn(nk=11klnn)


E mais abaixo, nessa mesma página apresento (e demonstro) a fórmula produto de Weierstrass

1Γ(x)=xeγxk=1(1+xk)exk


Como função auxiliar vou introduzir a função digama, ψ , que é a derivada logarítmica da Gama, isto é

ψ(x):=(lnΓ(x))=Γ(x)Γ(x)


Da fórmula produto de Weierstrass, (aplicando logaritmos a ambos os membros) é imediato que
lnΓ(x)=lnx+γx++k=1[ln(k+xk)xk]


Derivando ambos os membros temos
ψ(x)=1x+γ++k=1[1k+x1k]

Para x=1 temos Γ(1)Γ(1)=1+γ++k=1[1k+11k]


Como a série do lado direito é uma série de Mengoli que converge para 1 e Γ(1)=0!=1

Sai 

Γ(1)=γ



PS: A Wikipedia apresenta outros resultados curiosos... :)

24/11/2019

Uma dedução das fórmulas do movimento rectilíneo uniformemente variado

Está na moda a (errada) filosofia de que as demonstrações só interessam aos matemáticos. Sem provas pregam-se dogmas, e não ciência. Biologia, Física, Geologia, Matemática, Química são ciências e não religiões. Uma formação científica decente deve ser capaz de dar demonstrações aos alunos, sem se tornar maçadora e aborrecida.

Hoje vou partir da definição de "movimento rectilíneo uniformemente variado" e deduzir as equações da velocidade e das posições, sem recorrer explícitamente ao cálculo integral.
[Esta prova ocorreu-me ontem num esclarecimento de dúvidas de Física de 11º... porque a vi quando eu estava no meu ensino secundário]

movimento rectilíneo uniformemente variado (m.r.u.v.) é um movimento rectilíneo em que a aceleração é constante e tem um valor a.

Se é constante, a aceleração média é também constante e igual ao mesmo valor a, ou seja
ΔvΔt=a

Isso significa que se o objecto inicia o movimento no instante t=0 com velocidade v0, noutro instante t terá velocidade v, cuja fórmula pode ser facilmente deduzida:
ΔvΔt=avv0t0=avv0=atv=v0+at


Portanto a equação das velocidades é v=v0+at

Num gráfico velocidade-tempo, esta velocidade é uma função afim, ou seja, tem o gráfico de uma recta.



A área entre o gráfico da velocidade e o eixo dos "t" dá-nos a variação de posição Δx (porquê?).

E assim, para deduzirmos a equação do movimento basta recordar e aplicar a fórmula da área do trapézio:
A=B+b2×h

Onde B e b são as bases e h a altura do trapézio.
Portanto Δx=(v0+at)+v02×t=v0t+12at2
Assumindo que no instante t o objecto está na posição x e no instante t=0 estava na posição x0, temos xx0=v0t+12at2

Ou seja x=x0+v0t+12at2

Que é a equação do movimento do objecto.

03/08/2019

De uma derivada de ordem k à binomial negativa.

Ontem à noite, estava eu sentado, num café, a resolver alguns exercícios de Probabilidades e Estatística. Precisei de umas fórmulas para a binomial negativa. Tinha as fórmulas nos meus apontamentos, mas não tinha a dedução. Já estava meio farto de cálculos "mecânicos".
Estava sem bateria no telemóvel, portanto, estava sem acesso à Internet.
Isto foi o que me ocorreu (isto são só cálculos, mas parece que sou mais produtivo num café do que em casa ou no trabalho):
Sabe-se que se 0<|x|<1 então n=0xn=11x
Derivando esta expressão termo a termo temos: n=0nxn1=1(1x)2
Note-se que o primeiro termo da série é zero , portanto esta igualdade pode ser reescrita n=1nxn1=1(1x)2
Voltando a derivar cada um dos membros n=1n(n1)xn2=2(1x)3
E mais uma vez n=2n(n1)xn2=2(1x)3
Continuando a derivar obtemos n=kn(n1)(nk+1)xnk=k!(1x)k+1
(Fórmula que pode ser confirmada pelo método de indução)
Onde n(n1)(nk+1)=nAk é a conhecida fórmula para arranjos de n k a k
Dividindo ambas as expressões por k! obtém-se n=k(nk)xnk=1(1x)k+1
Fazendo as mudanças de variáveis N=n+1 e K=k+1, esta igualdade converte-se em N=K(N1K1)xNK=1(1x)K

Aplicação à binomial negativa

Diz-se que uma variável aleatória X="número de provas de Bernoulli a realizar até se obterem k sucessos" tem distribuição binomial negativa. A função massa de probabilidade desta distribuição é dada por: fX(x)=P(X=x)={(x1k1)pk(1x)xk x=k,k+1,k+2...0,caso contrário
Assim sendo E(X)=x=kxfX(x)=x=kx(x1k1)pk(1p)xk=pk(k1)!x=kx!(xk)!(1p)xk=pk(k1)!x=kxAk(1x)xk=pk(k1)!k!(1(1p))k+1=kp
A função geradora de momentos é MX(t)=E(etX)=x=ketxfX(x)=x=ketx(x1k1)pk(1p)xk=x=ketxtk(x1k1)etkpk(1p)xk=x=k(x1k1)(etp)k(et(1p))xk=(etp)kx=k(x1k1)(et(1p))xk=(etp)k1(1et(1p))k=(etp1et(1p))k
Com esta função pode-se calcular E(X2)=limt0d2dt2(etp1et(1p))k=k(kp+1)p2

E daqui Var(X)=E(X2)E(X)2=k(kp+1)p2k2p2=k(1p)p2

PS:
  • Eu nunca tinha feito isto antes. Em caso de gralhas ou erros, eu vou acabar por corrigir, mas podem contactar-me.
  • Obviamente, existem outras formas de fazer algumas destas coisas... eu sei onde pode ver algumas. Por exemplo, posso sugerir o capítulo 4 da primeira edição do livro Introdução à Probabilidade e à Estatística , de Dinis Pestana e Sílvio Velosa — estou a sugerir a primeira edição porque no dia em que escrevo isto é a que está à minha frente!

20/07/2019

O operador Laplaciano em coordenadas polares e em coordenadas esféricas

O operador Laplaciano apareceu-me muitas vezes em problemas com equações diferenciais com derivadas parciais, em problemas de electromagnetismo, e mais recentemente em problemas de mecânica quântica. Muitas vezes é necessário fazer uma mudança de variáveis, para coordenadas polares, esféricas, cilíndricas...
Normalmente, as fórmulas são dadas, sem qualquer dedução. Não porque a dedução em si seja difícil, mas porque os cálculos em si podem ser longos e não trazem nada de novo. O problema deste ponto de vista é que há quem nunca tenha visto nem feito uma dedução!
É um mero exercício de cálculo e de aplicação de principalmente da regra da derivação do produto e da regra da cadeia, para quem quiser fazer.
...E que proponho que se faça! Clicando nos botões podem ver a minha solução e a minha resolução. Sugiro que tente fazê-la primeiro!

O Laplaciano em coordenadas polares

Seja f:DR2R uma função real de variável vectorial, ou, como vai ser designação comum neste blog, um campo escalar.
Suponhamos que a função é de classe C2 em D.
O Laplaciano de f é a divergência do gradiente de f. 2f=f=2fx2+2fy2
Considere-se a nova função que se obtém fazendo a mudança de variáveis {x=rcosθy=rsenθ
para r>0 e θ[0,2π[ por forma a que, a nova definição faça sentido.
Por abuso de linguagem, continuemos a designar a nova função por f.
Determine uma nova fórmula para 2f em função das novas variáveis r e θ.

O Laplaciano em coordenadas esféricas

Seja f:DR3R um campo escalar.
Suponhamos que a função é de classe C2 em D.
O Laplaciano de f é a divergência do gradiente de f. 2f=f=2fx2+2fy2+2fz2
Considere-se a nova função que se obtém fazendo a mudança de variáveis {x=rsenθcosϕy=rsenθsenϕz=rcosθ
para r>0, θ[0,π[ e ϕ[0,2π[ por forma a que, a nova definição faça sentido.
Por abuso de linguagem, continuemos a designar a nova função por f.
Mostre que 2f=1r2[r(r2fr)+1senθθ(senθfθ)+1sen2θ2fϕ2]
Nota: Um dia deixo a minha dedução, análoga à dedução da fórmula em coordenadas polares.

01/07/2019

Uma equação com problemas (I)

Há uns meses chegou-me um explicando com o seguinte problema.

Seja kR{0}. Calcule um valor de k de modo que:
πk1(2+sin2(2x))cos1(2x)dx=22π


Ao resolver a equação percebi que a equação era impossível!
Abaixo (botão) deixo a minha resolução feita nesse dia.


Mas, para que não fiquem dúvidas na cabeça mais teimosa, vou provar a impossibilidade daquela equação de outra forma.
Considere-se a função: F(k)=πk1(2+sin2(2x))cos1(2x)dx=24arctg(sin(2k)2)
Ora, como 1sin(2k)1
então 12sin(2k)212
Então isto implica que 1sin(2k)21
π4arctg(sin(2k)2)π4
π21624arctg(sin(2k)2)π216
π216F(k)π216
Esta última condição prova que 22π está fora do contradomínio de F, portanto a equação original é impossível.

Numa última nota:
  • Não percebi porque se exige no enunciado que k0.   Faz-me suspeitar que há algo de errado com o enunciado.
  • Eu 'verifiquei' numericamente as minhas afirmações antes de me dar ao trabalho de escrever isto... podia ter erros nos cálculos.
  • Como sempre, se encontrarem gralhas ou incorrecções, podem enviar-me para cpaulof at gmail dot com

Actualizações:
  • 03/07/2019: cos1 deve ser interpretado como a função secante, e não como a função arco-cosseno, graças aos valores dos limites de integração.
  • 03/07/2019: em vez de kR{0} penso que k deve pertencer a um subconjunto de R{x=π4+nπ2,nZ}, mas não sei. O enunciado não é meu.

  • 09/11/2021: Encontrei uma gralha, mas corrigi... ninguém se deu ao trabalho de me avisar!

07/06/2019

Uma parametrização para uma faixa de Möbius

Recentemente, depois de ver o filme "Avengers: Endgame", onde a solução de Tony Stark para um problema físico (não vou dar mais spoilers do que o necessário, se quiserem, vão lá ver o filme) passava por uma faixa de Möbius, andei a fazer umas experiências com a faixa de Möbius.
Não me apeteceu utilizar a Wikipedia... apeteceu-me usar o cérebro.

(Algo que até faço quando uso uma calculadora...quem diria, não é?)

Passo 0:

O que é uma faixa/fita de Möbius?

De forma muito simplista, neste post, a minha faixa de Möbius vai ser a superfície descrita por um segmento de recta que percorre uma circunferência enquanto roda meia volta sobre o seu centro.
Vejam a animação seguinte que percebem melhor,
  

Se calhar fica melhor se eu mostrar a superfície a ser desenhada:

Portanto, é boa ideia começar por parametrizar um segmento de recta que dá meia volta!

Passo 1: No plano xOy parametrizar um segmento de recta, centrado na origem, que dá meia volta, em torno da origem.



Dados dois pontos distintos do plano ou do espaço, A e B, o segmento [BA] pode ser parametrizado por .
X=tA+(1t)B
com t[0,1]

Portanto, se, para um ângulo qualquer de amplitude α considerarmos os pontos da circunferência trigonométrica
A=(cosα,senα)
e B=(cos(α+π),sen(α+π))
. que são simétricos relativamente à origem O(0,0)

O segmento é o conjunto dos pontos
(x,y)=t(cosα,senα)+(1t)(cos(α+π),sen(α+π))=(tcosα+(1t)(cos(α+π),(tsenα+(1t)(sen(α+π))

 Para termos a "meia volta" podemos deixar o ângulo α variar entre 0 e π.

Mas como a ideia é que o segmento dê meia volta enquanto percorre uma circunferência, então vou substituir o α por um θ2 com θ a variar entre 0 e 2π

Passo 2: Fazer este segmento girar enquanto percorre uma circunferência de raio R
No espaço tridimensional R3 uma circunferência de raio R centrada na origem e contida no plano z=0 pode ser parametrizada por (x,y,z)=(Rcosθ,Rsenθ,0)
com 0θ<2π

Para obter o efeito desejado, basta ver que a "semivolta" é dada apenas nas componentes x e z, portanto, a equação do percurso do segmento de recta tem de ser:
(x,y,z)=(Rcosθ,Rsenθ,0)+(tcos(θ2)+(1t)cos(θ2+π),0,tsen(θ2)+(1t)sen(θ2+π))=(Rcosθ+tcos(θ2)+(1t)cos(θ2+π),Rsenθ,tsen(θ2)+(1t)sen(θ2+π))

Passo 3: conclusão.
Então uma parametrização para esta faixa de Möbius é
(x,y,z)=(Rcosθ+tcos(θ2)+(1t)cos(θ2+π),Rsenθ,tsen(θ2)+(1t)sen(θ2+π))
Com 0t1 e 0θ<2π.

A animação que se segue foi gerada com estas equações no software Geogebra


  • Percebeu a dedução? Se sim, qual o comprimento do segmento de recta que está a girar? Como ficaria a parametrização para um segmento de comprimento L, centrado na origem?
  • As funções trigonométricas dos ângulos (θ2+π) não foram simplificadas de propósito. Se assim o desejar, simplifique a expressão obtida o melhor que conseguir.

03/03/2019

O número de divisores, a soma e o produto dos divisores naturais de um número natural

Recentemente encontrei um problema num dos meus programas de calculadora dos anos 90 a correr numa máquina actual. Na verdade o "problema" deve-se a ter sido escrito numa máquina diferente, e ao fabricante (a CASIO) ter feito algumas modificações nas calculadoras.
Problema facilmente resolúvel. O programa chama-se "números" e uma vez introduzido um número natural dá ao utilizador a decomposição em factores primos, a função φ de Euler, o número de divisores, a soma dos divisores e o produto dos divisores, e como bónus até podia mostrar todos os divisores do número.
O programa foi escrito para me servir de apoio numa disciplina de Teoria dos Números, visto que na altura eu estava com um sério problema de saúde e tinha sérios problemas em concentrar-me (aliás, foi nesse ano em que pela primeira vez tive de desistir numa frequência e deixar para exame).

A função φ de Euler, dá, para cada natural n o número de números naturais entre 1 e n1 (inclusive) que é coprimo com n, ou, por outras palavras, φ(n)=#{mN1:m<n(m e n são primos entre si )}

Abaixo vou propor um exercício sem indicar as fórmulas para o resolver, e que é rapidamente resolvido por esse programa de calculadora

Exercício:
Considere o número n=25401600. Para este número determine:
  • Decomposição de n em factores primos
  • número de divisores de n
  • soma dos divisores de n
  • produto dos divisores de n
  • φ(n)
  • Os divisores de n


Programas de calculadora: (.g1m - Modelos Casio fx-9860GII e fx9750GII; .g3m - Modelos Casio fx-cg10 fx-cg20 e fx-cg50; .8xp - Modelos Texas Instruments TI-84Plus CE e CET, .tns - Modelos Texas Instruments nSpire CX e nSpire CX CAS)

.g1m .g3m .8xp .tns
[Editado a 19-10-2021: Adicionei a versão do programa para TI-84Plus CE]

31/01/2019

Uma mente diferente...

Recentemente, uma explicanda trouxe-me o problema: {u1=3un+1=un+2n, se n>1
Qual o valor de 100n=1un?
Respondi imediatamente que esse problema estava fora do programa da disciplina dela, mas que podia resolvê-lo na boa, e sem calculadora!
Como estava fora de questão recorrer aos meus conhecimentos de equações com diferenças, tive de ser criativo.
u1=3u2=3+2u3=3+2+4u4=3+2+4+6u5=3+2+4+6+8u6=3+2+4+6+8+10.........un=3+2(n1)n2=3+(n1)n
Justifiquei-lhe o último passo com a fórmula da soma dos primeiros n termos de uma progressão aritmética.
Para o passo sequinte, o cálculo do somatório, tive de ser um pouco mais criativo.
Comecei por escrever 100n=1un=100n=1(3+(n1)n)=300+100n=1n25050
Justifiquei convenientemente os números 300 e o 5050, contando a famosa história de Gauss.
Mas para o somatório dos quadrados, não me lembrava da fórmula de cor, embora me apareça regularmente em exercícios de indução. Sabia deduzi-la com equações com diferenças, coisa que eu tinha de evitar porque a explicanda desconhecia.
Mas ao olhar para o papel quadriculado, ocorreu-me a fórmula: 100n=1n2=100×1+99×3+98×5+...+1×(2001)=100n=1(101n)(2n1)
Consegue percebê-la sem eu partilhar um desenho?

Se fizermos S=100n=1n2, a fórmula anterior consegue reescrever-se na forma S=2S+100n=1203n101×100
Que nos leva a 3S=1015050 (número curioso) e portanto S=338350.
Logo 100n=1un=300+3383505050=333600
Ao que ela respondeu-me: "Percebi, mas não deve ser para resolver assim."
PS: Quando se foi embora, escrevi um programa na calculadora que confirmou a minha solução...